Olá, caríssimos (as) leitores(as)!!
Hoje, por motivo de trabalho acadêmico, não poderei fazer a nossa reflexão domingueira, respeitando o horário de sempre.
Então, adiamos para o próximo domingo.
Muita paz, saúde e alegrias!!
Domício.
Olá, caríssimos (as) leitores(as)!!
Hoje, por motivo de trabalho acadêmico, não poderei fazer a nossa reflexão domingueira, respeitando o horário de sempre.
Então, adiamos para o próximo domingo.
Muita paz, saúde e alegrias!!
Domício.
E se ninguém vos receber, nem escutar
as vossas palavras, saindo daquela casa ou cidade, sacudi o pó de vossos pés.
Jesus (MATEUS, 10:14).
Os próprios discípulos materializaram o ensinamento de
Jesus, sacudindo a poeira das sandálias, em se retirando desse ou daquele lugar
de rebeldia ou impenitência. Todavia, se o símbolo que transparece da lição do
Mestre estivesse destinado apenas a gesto mecânico, não teríamos nele senão um
conjunto de palavras vazias.
O ensinamento, porém, é mais profundo. Recomenda a
extinção do fermento doentio.
Sacudir o pó dos pés é não conservar qualquer mágoa ou
qualquer detrito nas bases da vida, em face da ignorância e da perversidade que
se manifestam no caminho de nossas experiências comuns.
Natural é o desejo de confiar a outrem as sementes da
verdade e do bem; entretanto, se somos recebidos pela hostilidade do meio a que
nos dirigimos, não é razoável nos mantenhamos em longas observações e
apontamentos, que, ao invés de nos conduzir a tarefa a êxito oportuno,
estabelecem sombras e dificuldades em torno de nós.
Se alguém te não recebeu
a boa vontade, nem te percebeu a boa intenção, por que a perda de tempo em sentenças
acusatórias? Tal atitude não soluciona os problemas espirituais. Ignoras,
acaso, que o negador e o indiferente serão igualmente chamados pela morte do
corpo à nossa pátria de origem? Encomenda-os a Jesus com amor e prossegue, em
linha reta, buscando os teus sagrados objetivos. Há muito por fazer na
edificação espiritual do mundo e de ti mesmo. Sacode, pois, as más impressões e
marcha alegremente.
NOSSA REFLEXÃO
Essa mensagem de
Emmanuel nos faz lembrar o espírita noviço dado a falar muito. Muito empolgado com
a iluminação que está se deixando entregar. Na verdade, o Espiritismo não tem
caráter proselitista, pois respeita todo e qualquer credo ou filosofia de vida.
Esse versículo inspirador
de Emmanuel, para escrever esta página está interpretado em O Evangelho Segundo o Espiritimo, Cap. XXV, item 11. É um capítulo que trata
do esforço de todos e todas nós em alcançar o Reino de Deus. Intitulado Buscai
e achareis, traz reflexões sobre o que podemos e devemos fazer para evoluir,
sem angústias, sempre acreditando na providência divina. Assim, A. Kardec expõe:
“A par do sentido próprio, essas palavras guardam um sentido moral muito
profundo. Proferindo-as, ensinava Jesus a seus discípulos que confiassem na
Providência”. Naquela época isto era muito comum, receber viajantes, pois não
eram muitos.
Entretanto, em particular,
o versículo pode parecer que Jesus ensinava a desprezar àqueles que não os
recebessem. Não, como A. Kardec esclarece, a ideia é que procurassem pessoas de
boa vontade. Em relação aos espíritas que buscam esclarecer quem não quer ouvi-los
com boa vontade, ele diz:
O
mesmo diz hoje o Espiritismo a seus adeptos: não violenteis nenhuma
consciência; a ninguém forceis para que deixe a sua crença, a fim de adotar a
vossa; não anatematizeis os que não pensem como vós; acolhei os que venham ter
convosco e deixai tranquilos os que vos repelem. Lembrai-vos das palavras do
Cristo. Outrora, o céu era tomado com violência; hoje o é pela brandura.
Então, que falemos do
Espiritismo às pessoas que nos procurem para tanto, como é o que ocorre com as
pessoas que buscam as casas espíritas ou um amigo ou uma amiga que queira
conversar a respeito.
Para os que não nos
queiram ouvir e, pelo contrário, provocam o debate, Emmanuel coloca em outras
palavras o que sugere Jesus, narrado por Mateus: “Sacode, pois, as más impressões e marcha alegremente”.
Que
Deus nos ajude.
Domício.
70
ELOGIOS
Mas ele
disse: antes, bem-aventurados os que ouvem a palavra de Deus e a guardam.
(LUCAS, 11:28).
Dirigira-se Jesus à multidão, com o
enorme poder do seu amor, conquistando geral atenção. Mal terminara as
observações amorosas e sábias, eis que uma senhora se levanta no seio da turba
e, magnetizada pela sua expressão de espiritualidade sublime, reporta-se, em
alta voz, às bem-aventuranças que deviam caber a Maria, por haver contribuído
na vinda do Salvador à face da Terra. Mas, prestamente, na perfeita compreensão
das consequências infelizes que poderiam advir da atitude impensada, responde o
Mestre que, antes de tudo, serão bem-aventurados os que ouvem a revelação de
Deus e lhe praticam os ensinamentos, observando-lhe os princípios.
A passagem constitui esclarecimento
vivo para que não se amorteça, entre os discípulos sinceros, a campanha contra
o elogio pessoal, veneno das obras mais santas a sufocar-lhes propósitos e
esperanças.
Se admiras algum companheiro que se categoriza a teus
olhos por trabalhador fiel do bem, não o perturbes com palavras, das quais o
mundo tem abusado muitas vezes, construindo frases superficiais, no perigoso
festim da lisonja. Ajuda-o, com boa vontade e entendimento, na execução do
ministério que lhe compete, sem te esqueceres de que, acima de todas as
bem-aventuranças, brilham os divinos dons daqueles que ouvem a palavra do
Senhor, colocando-a em prática.
NOSSA REFLEXÃO
Vivemos
em mundo em que os trabalhos realizados pelas pessoas, que contribuem para o bem da coletividade, são reconhecidos com prêmios,
homenagens e aplausos. Isto, comumente ocorre em solenidades promovidas por
coletividades, instituições governamentais ou não-governamentais.
Então,
isso é muito cativante e bem-vindo para qualquer pessoa que faz um trabalho que
considera bom e do bem. É um estímulo sermos bem avaliados pelo bem que
fazemos.
Mas,
Emmanuel nos lembra muito bem que devemos nos desviar desse desejo e, ainda,
sermos contidos nos elogios aos companheiros e às companheiras, para não
alimentar neles (as) elementos que podem tisnar sua evolução.
Nesse contexto, Emmanuel nos lembra, em
sua mensagem Sirvamos ao bem (Fonte Viva), como Jesus Cristo viveu na Terra:
Jesus, [...] não obstante conhecer a
força da verdade que trazia consigo, não se prevaleceu da sua superioridade
para humilhar ou ferir. Acima de todas as preocupações, buscou invariavelmente
o bem, através de todas as situações e em todas as criaturas.
Então,
devemos ter muita humildade quanto ao que sabemos e já fizemos na vida, pois,
segundo Jesus, em Lucas (14:11): “todo aquele que se eleva será
rebaixado e todo aquele que se abaixa será elevado.”
A. Kardec faz uma importante interpretação dessa passagem
evangélica:
Não
procureis, pois, na Terra, os primeiros lugares, nem vos colocar acima dos
outros, se não quiserdes ser obrigados a descer. Buscai, ao contrário, o lugar
mais humilde e mais modesto, porquanto Deus saberá dar-vos um mais elevado no
céu, se o merecerdes.[1]
Que trabalhemos sem
esperar recompensas ou elogios, sendo gratos quando ocorrer, pois como dito
acima, trata-se da cultura humana reconhecer o trabalho das pessoas e as suas
contribuições para a coletividade. Porém, não nos deixemos levar pelo orgulho,
quando ocorrer conosco e, como Emmanuel bem lembra nessa mensagem que ora refletimos, que tenhamos cuidados quando formos nós a elogiar, para não perturbar a companheira
ou ao companheiro “[...] com palavras, das quais o mundo tem abusado muitas vezes,
construindo frases superficiais, no perigoso festim da lisonja.”
Que Deus nos ajude.
Domício.
69
HOJE
Antes exortai-vos uns aos outros, todos
os dias, durante o tempo que se chama Hoje; para que nenhum de vós se endureça pelo
engano do pecado.
Paulo (HEBREUS, 3:13).
O conselho da exortação recíproca,
diária, indicado pelo apóstolo requisita bastante reflexão para que se não
estabeleça guarida a certas dúvidas.
Salientemos que Paulo imprime
singular importância ao tempo que se chama Hoje, destacando a necessidade de valorização
dos recursos em movimento pelas nossas possibilidades no dia que passa.
Acreditam muitos que para
aconselharem os irmãos necessitam falar sempre, transformando-se em
discutidores contumazes. Importa reconhecer, porém, que uma advertência, quando
se constitua somente de palavras, deixa invariável vazio após sua passagem.
Qual ocorre no plano das
organizações físicas, edificação espiritual alguma se levantará sem bases.
O “exortai-vos uns aos outros”
representa um apelo mais importante que o simples chamamento aos duelos
verbais.
Convites e conselhos transparecem, com
mais força, do exemplo de cada um. Todo aquele que vive na prática real dos
princípios nobres a que se devotou no mundo, que cumpre zelosamente os deveres
contraídos e que demonstre o bem sinceramente, está exortando os irmãos em
humanidade ao caminho de elevação. É para esse gênero de testemunho diário que
o convertido de Damasco nos convoca. Somente por intermédio desse constante exercício
de melhoria própria, libertar-se-á o homem de enganos fatais.
Não te endureças, pois, na estrada que o Senhor te levou a
trilhar, em favor de teu resgate, aprimoramento e santificação. Recorda a
importância do tempo que se chama Hoje.
NOSSA REFLEXÃO
Todo
Hoje se constitui uma oportunidade de crescimento espiritual ou mesmo o seu
início.
Por
sua vez, todo Amanhã é resultado do dia anterior. Contudo, todo Hoje pode ser o
recomeço de nossa caminhada de volta ao Pai.
Somos endividados com a sua Lei e o ressarcimento muita vez é doloroso. Mas a vida é
contínua. Precisamos nos encher de coragem para recomeçar.
Na
relação com os nossos semelhantes podemos, sem palavras pregadoras da Doutrina cristã,
como diz Paulo, exortar as pessoas a fazer o mesmo.
O
exemplo fala muito mais que palavras. Quem é palestrante espírita, sarcedote ou
pastor de uma denominação religiosa cristã, tem um desafio maior de exortar aos
companheiros oralmente, sem esquecer de que será observado se, o que exorta,
pratica na mesma proporção.
Não podemos nos engar
sobre isso. Emmanuel, na mensagem Não te enganes, do livro Fonte Viva, nos fala a respeito:
Não te enganes, acerca da nossa
necessidade comum no aperfeiçoamento. Muita vez, superestimando nossos valores,
acreditamo-nos privilegiados na arte da elevação. E, em tais circunstâncias, costumamos
esquecer, impensadamente, que outros estão fazendo pelo bem muito mais que nós
mesmos.
Antes
que pensemos que somos verdadeiros cristãos, devemos fazer como Santo Agostinho
fazia quando de uma das passagens dele nesse planeta. Ao final do dia, refletia
como tinha sido seu dia. Nesse sentido, procurava conhecer a si mesmo.[1]
Então,
fiquemos com essa exortação de Emmanuel, grafada nessa mensagem que hora refletimos:
Convites e conselhos transparecem, com
mais força, do exemplo de cada um. Todo aquele que vive na prática real dos
princípios nobres a que se devotou no mundo, que cumpre zelosamente os deveres
contraídos e que demonstre o bem sinceramente, está exortando os irmãos em
humanidade ao caminho de elevação.
Que
Deus nos ajude.
Domício.
Desperta, ó tu que dormes, levanta-te
dentre os mortos e o Cristo te esclarecerá.
Paulo (EFÉSIOS, 5:14).
Grande
número de adventícios ou não aos círculos do Cristianismo acusa fortes
dificuldades na compreensão e aplicação dos ensinamentos de Jesus. Alguns
encontram obscuridades nos textos, outros perseveram nas questiúnculas literárias.
Inquietam-se, protestam e rejeitam o pão divino pelo envoltório humano de que
necessitou para preservarse na Terra.
Esses
amigos, entretanto, não percebem que isto ocorre, porque permanecem dormindo,
vítimas de paralisia das faculdades superiores.
Na
maioria das ocasiões, os convites divinos passam por eles, sugestivos e
santificantes; todavia, os companheiros distraídos interpretam-nos por cenas
sagradas, dignas de louvor, mas depressa relegadas ao esquecimento. O coração
não adere, dormitando amortecido, incapaz de analisar e compreender.
A
criatura necessita indagar de si mesma o que faz, o que deseja, a que
propósitos atende e a que finalidades se destina. Faz-se indispensável
examinar-se, emergir da animalidade e erguer-se para senhorear o próprio
caminho.
Grandes massas,
supostamente religiosas, vão sendo conduzidas, através das circunstâncias de
cada dia, quais fileiras de sonâmbulos inconscientes. Fala-se em Deus, em fé e
em espiritualidade, qual se respirassem na estranha atmosfera de escuro pesadelo.
Sacudidas pela corrente incessante do rio da vida, rolam no turbilhão dos
acontecimentos, enceguecidas, dormentes e semimortas até que despertem e se
levantem, através do esforço pessoal, a fim de que o Cristo as esclareça.
NOSSA REFLEXÃO
Emmanuel
nos dita uma mensagem de estímulo, enquanto cristão, espíritas, valendo pra
todos os cristãos da face da Terra.
Leva-nos
a pensar sobre o que fazemos com as informações que recebemos desde a passagem
do Cristo pelo nosso planeta.
O
que estamos fazendo hoje, a partir do que recebemos? Que terreno espiritual
somos, se lembramos da Parábola do Semeador. Nos mais diversos matizes
religiosos da seara cristã, há todo tipo de cristão. Somos tal aqueles que não
rejeitam as exortações cristãs. Somos adeptos do Cristianismo e o defendemos em
palavras. Termos o rótulo de cristão já constitue para nós um indício de boa
vontade e sabemos o que isso significa, segundo Emmanuel na mensagem de nº 66 (Boa Vontade), deste livro. Mas da boa vontade à luz, o caminho é extenso.
Então,
Paulo nos exorta a acordar para que “caminhando prudentemente, pela simples boa vontade [...]”
podermos alcançar “[...] o divino reino da Luz.”[1]
Entretanto,
enquanto de boa vontade, devemos refletir sobre qual categoria de espíritas nos
situamos ao lembrarmos da Parábola do Semeador, interpretada por A. Kardec em O Evangelho Segundo o Espiritismo (Cap. XVII, Item 6)[2].
Que
possamos acordar, com boa vontade, com a Doutrina cristã/Espírita na bagagem, pois
a estrada que nos espera é longa e cheia de surpresas pelo caminho.
Que
sejamos felizes diante das tentações/atalhos (provas) que encontraremos pelo
caminho.
Que
Deus, Jesus, nossos Anjos Guardiãs e espíritos amigos ou familiares nos ajudem.
Domício.
67
MÁ
VONTADE
Não vos comuniqueis com as obras infrutuosas das trevas.
Paulo (EFÉSIOS, 5:11).
Má vontade gera sombra.
A sombra favorece a estagnação.
A estagnação conserva o mal.
O mal entroniza a ociosidade.
A ociosidade cria a discórdia.
A discórdia desperta o orgulho.
O orgulho acorda a vaidade.
A vaidade atiça a paixão inferior.
A paixão inferior provoca a indisciplina.
A indisciplina mantém a dureza de coração.
A dureza de coração impõe a cegueira espiritual.
A cegueira espiritual conduz ao abismo.
Entregue às obras
infrutuosas da incompreensão, pela simples má vontade pode o homem rolar indefinidamente
ao precipício das trevas.
NOSSA REFLEXÃO
Assim
como temos o processo que inicia com a boa vontade, apresentado por Emmanuel na
mensagem que antecede essa, que ora refletimos, e que nos leva a alcançar o “[....]
o divino reino da Luz”, temos o
processo que inicia com a má vontade e pode nos levar “[...] ao precipício das trevas.”.
Nossa vida é um misto de relações com pessoas ou
Espíritos de boa ou má vontade. Quando temos essa ou aquela índole, nos integramos
a uma nuvem de Espíritos afins. Nada fazemos sozinhos. E dependendo da nuvem em
que nos entregamos, a boa ou má vontade gerará um caminho bom ou ruim para nós,
evolutivamente[1].
Então, devemos ter cuidado com o que pensamos e com o que
sentimos em relação ao outro. Temos tentações a conter, pois somos imperfeitos.
A má-vontade é uma das tentações que trazemos conosco ao reencarnar. Desse modo,
devemos estar atentos quando ela nos bate a porta.
Emmanuel, sobre isso, reflete em Vigiemos e Oremos[2] (Fonte Viva – 110) e oferece o que segue:
As mais terríveis tentações decorrem do
fundo sombrio de nossa individualidade, assim como o lodo, mais intenso, capaz
de tisnar o lago, procede do seu próprio seio. Renascemos na Terra com as
forças desequilibradas do nosso pretérito para as tarefas do reajuste. Nas
raízes de nossas tendências, encontramos as mais vivas sugestões de
inferioridade. Nas íntimas relações com os nossos parentes, somos surpreendidos
pelos mais fortes motivos de discórdia e luta.
E, lógico, não trazemos enraizada em nós só a má vontade, mas todas as que a seguem.
Então, devemos cortar o mal pela raiz.
Que
exercitemos o contrário da má vontade, contruindo um caminho luminoso em nossa
vidas e sempre caminhando para o alto e não na direção de um precipício.
Que
Deus nos ajude.
Domício.
66
BOA VONTADE
Vede prudentemente como andais.
Paulo (EFÉSIOS, 5:15).
Boa vontade descobre trabalho.
Trabalho opera a renovação.
Renovação encontra o bem.
O bem revela o espírito de serviço.
O espírito de serviço alcança a compreensão.
A compreensão ganha humildade.
A humildade conquista o amor.
O amor gera a renúncia.
A renúncia atinge a luz.
A luz realiza o aprimoramento próprio.
O aprimoramento próprio santifica o homem.
O homem santificado converte o mundo para Deus.
Caminhando prudentemente, pela simples boa vontade, a criatura alcançará o divino
reino da Luz.
NOSSA REFLEXÃO
O Espírito Emmanuel faz um
encadeamento de ideias, em que cada uma é geradora da que segue imediatamente.
São passos que levam o Espírito ao reino de de Deus. É um transformar interior
que representa a evolução espiritual de cada um.
É como se fosse uma
resposta à pergunta: quais os passos da pureza espiritual?
Mas a evolução espiritual
não se dá de maneira imediata. Pensemos,
nós, já com mais de 2021 anos de existência, em que passos nos encontramos.
A reforma íntima se dá a medida
de nossos esforços em mudar. Isto nos faz lembrar a máxima kardequianas: “Reconhece-se
o verdadeiro espírita pela sua transformação moral e pelos esforços que emprega
para domar suas inclinações más”[1].
Então, tudo começa com a boa
vontade de ser melhor, a cada dia. Há dois pensamentos de Emmanuel que nos
ajudam a pensar que podemos passar por todos os passos listados por ele na mensagem
que ora refletimos:
De corpo
em corpo, como quem se utiliza de variadas vestiduras, peregrina o Espírito de
existência em existência, buscando aquisições novas para o tesouro de amor e
sabedoria que lhe constituirá divina garantia no campo da eternidade.
Emmanuel:
In: Roteiro, Cap. 8 - A Terra
O tempo,
implacável dominador de civilizações e homens, marcha apenas com 60 minutos por
hora, mas nunca se detém. Guardemos a lição e caminhemos para diante, com a
melhoria de nós mesmos. Devagar, mas sempre.
Emmanuel.
In: Palavras de Emmanuel.
Então, tenhamos consciência
que não é fácil, mas é possível, chegar ao reino de Luz.
Que Deus nos ajude.
Domício.
Ps.: ofereço às leitoras e aos leitores desse blog um poema de L. Angel (meu pseudônimo) sobre o tema.
A DIFICULDADE DE MUDAR
L. Angel 27/09/2018
Por
que é difícil mudar,
Se isso
é o que queremos?
É que
o nosso homem velho está a nos cobrar
Fidelidade
aos comportamentos que outrora tivemos.
Assim,
o bem que eu quero fazer,
Esse,
eu não faço.
Mas o
mal que não quero cometer,
Eu o
realizo, não o rechaço*.
O
esforço da reforma íntima
É o
que nos torna verdadeiros cristãos,
Neste
planeta de prova e expiação.
Mas
desejar ser uma alma boníssima
É um
passo para a perfeição espiritual,
Nossa
meta, nosso ideal.
*Paulo
(Romanos 7:19).