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NUTRIÇÃO ESPIRITUAL
Bom é que o coração se fortifique com graça e
não com manjares, que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram.
Paulo (HEBREUS, 13:9).
Há vícios de
nutrição da alma, tanto quanto existem na alimentação do corpo.
Muitas
pessoas trocam a água pura pelas bebidas excitantes, qual ocorre a muita gente
que prefere lidar com a ilusão perniciosa, em se tratando dos problemas espirituais.
O alimento do coração, para ser efetivo na vida eterna,
há de basear-se nas realidades simples do caminho evolutivo.
É imprescindível estejamos fortificados com os valores
iluminativos, sem atender aos deslumbramentos da fantasia que procede do
exterior. E justamente na estrada religiosa é que semelhante esforço exige mais
amplo aprimoramento.
O crente, de
maneira geral, está sempre sequioso de situações que lhe atendam aos caprichos
nocivos, quanto o gastrônomo anseia pelos pratos exóticos; entretanto, da mesma
sorte que os prazeres da mesa em
nada aproveitam nas atividades essenciais, as sensações
empolgantes da zona fenomênica se tornam inúteis ao espírito, quando
este não possui recursos interiores suficientes para compreender as
finalidades. Inúmeros aprendizes guardam a experiência religiosa, que lhes diz
respeito, por questão puramente intelectual. Imperioso, porém, é reconhecer que
o alimento da alma para fixar-se, em definitivo, reclama o coração sinceramente
interessado nas verdades divinas. Quando
um homem se coloca nessa posição íntima, fortifica-se realmente para a
sublimação, porque reconhece tanto material de trabalho digno, em torno dos
próprios passos, que qualquer sensação transitória, para ele, passa a localizar-se
nos últimos degraus do caminho.
NOSSA REFLEXÃO
Emmanuel nos
chama a atenção, a partir de Paulo, da necessidade de nos alimentarmos bem no
campo do Espírito.
Entendemos que,
assim como uma boa alimentação do corpo, nos garante uma boa qualidade de vida
corpórea, uma boa alimentação do Espírito nos garante uma qualidade de vida espiritual,
o melhor possível.
Desse modo,
temos que escolher bem o que pensamos e escolher aqueles pensamentos que nos
fazem bem, nos deixam em paz, esperançoso e confiante em uma vida futura
melhor.
A. Kardec
nos ensina que “a ideia clara e precisa que se faça da vida
futura proporciona inabalável fé no porvir, fé que acarreta enormes
consequências sobre a moralização dos homens, porque muda completamente o
ponto de vista sob o qual encaram eles a vida terrena” (grifos do autor)[1].
Desse modo,
tanto como devemos almejar viver o mais longamente numa existência corpórea,
preservando-nos de alimentos nocivos, devemos nos preservar de pensamentos infelizes
que nos surjam à mente para termos uma vida plena, após deixar o corpo.
Necessário
se faz pensar nas consequências dos pensamentos que alimentamos em nosso dia a
dia, pois segundo A. Kardec, “a verdadeira pureza não está somente nos
atos; está também no pensamento, porquanto aquele que tem puro o coração, nem
sequer pensa no mal. Foi o que Jesus quis dizer: Ele condena o pecado, mesmo em
pensamento, porque é sinal de impureza”.[2]
Então, que
nos esforcemos em pensar o melhor possível para termos uma eternidade pela
frente, cheias de alegrias e vontade de cada vez mais sermos melhores
espiritualmente, pois como Emmanuel nos faz refletir a partir dessa mensagem, “[...]
da mesma sorte que os prazeres da
mesa em nada aproveitam nas atividades essenciais, as sensações empolgantes da zona fenomênica se tornam inúteis ao
espírito [...]”.
Que Deus nos
ajude.
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