domingo, 12 de novembro de 2023

NUTRIÇÃO ESPIRITUAL

 

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NUTRIÇÃO ESPIRITUAL

Bom é que o coração se fortifique com graça e não com manjares, que de nada aproveitaram aos que a eles se entregaram.

Paulo (HEBREUS, 13:9).

Há vícios de nutrição da alma, tanto quanto existem na alimentação do corpo.

Muitas pessoas trocam a água pura pelas bebidas excitantes, qual ocorre a muita gente que prefere lidar com a ilusão perniciosa, em se tratando dos problemas espirituais.

O alimento do coração, para ser efetivo na vida eterna, há de basear-se nas realidades simples do caminho evolutivo.

É imprescindível estejamos fortificados com os valores iluminativos, sem atender aos deslumbramentos da fantasia que procede do exterior. E justamente na estrada religiosa é que semelhante esforço exige mais amplo aprimoramento.

O crente, de maneira geral, está sempre sequioso de situações que lhe atendam aos caprichos nocivos, quanto o gastrônomo anseia pelos pratos exóticos; entretanto, da mesma sorte que os prazeres da mesa em nada aproveitam nas atividades essenciais, as sensações empolgantes da zona fenomênica se tornam inúteis ao espírito, quando este não possui recursos interiores suficientes para compreender as finalidades. Inúmeros aprendizes guardam a experiência religiosa, que lhes diz respeito, por questão puramente intelectual. Imperioso, porém, é reconhecer que o alimento da alma para fixar-se, em definitivo, reclama o coração sinceramente interessado nas verdades divinas. Quando um homem se coloca nessa posição íntima, fortifica-se realmente para a sublimação, porque reconhece tanto material de trabalho digno, em torno dos próprios passos, que qualquer sensação transitória, para ele, passa a localizar-se nos últimos degraus do caminho.

NOSSA REFLEXÃO

Emmanuel nos chama a atenção, a partir de Paulo, da necessidade de nos alimentarmos bem no campo do Espírito.

Entendemos que, assim como uma boa alimentação do corpo, nos garante uma boa qualidade de vida corpórea, uma boa alimentação do Espírito nos garante uma qualidade de vida espiritual, o melhor possível.

Desse modo, temos que escolher bem o que pensamos e escolher aqueles pensamentos que nos fazem bem, nos deixam em paz, esperançoso e confiante em uma vida futura melhor.

A. Kardec nos ensina que “a ideia clara e precisa que se faça da vida futura proporciona inabalável fé no porvir, fé que acarreta enormes consequências sobre a moralização dos homens, porque muda completamente o ponto de vista sob o qual encaram eles a vida terrena” (grifos do autor)[1].

Desse modo, tanto como devemos almejar viver o mais longamente numa existência corpórea, preservando-nos de alimentos nocivos, devemos nos preservar de pensamentos infelizes que nos surjam à mente para termos uma vida plena, após deixar o corpo.

Necessário se faz pensar nas consequências dos pensamentos que alimentamos em nosso dia a dia, pois segundo A. Kardec, “a verdadeira pureza não está somente nos atos; está também no pensamento, porquanto aquele que tem puro o coração, nem sequer pensa no mal. Foi o que Jesus quis dizer: Ele condena o pecado, mesmo em pensamento, porque é sinal de impureza”.[2]

Então, que nos esforcemos em pensar o melhor possível para termos uma eternidade pela frente, cheias de alegrias e vontade de cada vez mais sermos melhores espiritualmente, pois como Emmanuel nos faz refletir a partir dessa mensagem, “[...] da mesma sorte que os prazeres da mesa em nada aproveitam nas atividades essenciais, as sensações empolgantes da zona fenomênica se tornam inúteis ao espírito [...]”.

Que Deus nos ajude.

             Domício

[1] Vide na íntegra, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. II, Item 5.
[2]
Vide na íntegra, em O Evangelho Segundo o Espiritismo, Cap. VIII (Bem-Aventurados os que tem puro o coração), Item 6.

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