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CONVITE AO BEM
Mas, quando fores convidado,
vai.
Jesus (Lucas, 14:10).
Em todas as épocas, o bem constitui a fonte divina,
suscetível de fornecer-nos valores imortais.
O homem de reflexão terá observado que todo o período
infantil é conjunto de apelos ao sublime manancial.
O convite sagrado é repetido, anos a fio. Vem através dos
amorosos pais humanos, dos mentores escolares, da leitura salutar, do
sentimento religioso, dos amigos comuns.
Entretanto, raras inteligências atingem a juventude, de
atenção fixa no chamamento elevado. Quase toda gente ouve as requisições da
natureza inferior, olvidando deveres preciosos.
Os apelos, todavia, continuam...
Aqui, é um livro amigo, revelando a verdade em silêncio;
ali, é um companheiro generoso que insiste em favor das realidades luminosas da
vida...
A rebeldia, porém, ainda mesmo em plena madureza do homem,
costuma rir inconscientemente, passando, todavia, em marcha compulsória, na direção
dos desencantos naturais, que lhe impõem mais equilibrados pensamentos.
No Evangelho de Jesus, o convite ao bem reveste-se de
claridades eternas. Atendendo-o, poderemos seguir ao encontro de Nosso Pai, sem
hesitações.
Se o clarim cristão já te alcançou os ouvidos, aceita-lhe
as clarinadas sem vacilar.
Não esperes pelo aguilhão da necessidade.
Sob a tormenta, é cada vez mais difícil a visão do porto.
A maioria dos nossos irmãos na Terra caminha para Deus, sob
o ultimato das dores, mas não aguardes pelo açoite de sombras, quando podes
seguir, calmamente, pelas estradas claras do amor.
NOSSA
REFLEXÃO
Emmanuel, para escrever esta página, se inspirou em um
momento crístico em o que o Mestre conversa com seus seguidores, que se encontravam
em uma reunião. Nela, o Mestre observou que as pessoas, ao chegar, procuravam os
primeiros lugares. Então, ele aproveita pra deixar uma lição sobre a humildade
e hospitalidade (LUCAS, 14: 7-14).[1]
Todavia, Emmanuel, faz uma outra reflexão sobre este
versículo citado no caput de sua mensagem. Diz ele que não precisamos
esperar dias piores para pensarmos em dias melhores.
Somos convidados e convidadas, todos dias, ao bem, aos nos
relacionar com o ambiente, animais e nossos e nossas semelhantes. Jesus conta
eternamente conosco e sempre acreditando em nossas mudanças, pois Ele tem a
consciência que somos seres em evolução. Cada Espírito tem seu momento de despertar,
mas como Emmanuel, no diz, não devemos esperar muito para avançar. Em Avançemos Além, ele nos exorta a seguir em frente, a despeito dos insucessos da vida,
que hoje nos oprime, por nos causar arrependimentos. Então, ele nos esclarece:
Existem milhares de crentes da Boa Nova
nessa lastimável posição de estacionamento. São quase sempre pessoas corretas
em todos os rudimentos da doutrina do Cristo. Creem, adoram e consolam-se,
irrepreensivelmente; todavia, não marcham para diante, no sentido de se
tornarem mais sábias e mais nobres. Não sabem agir, nem lutar e nem sofrer, em
se vendo sozinhas, sob o ponto de vista humano. Precavendo-se contra
semelhantes males, afirmou Paulo, com profundo acerto: - "Deixando os
rudimentos da doutrina de Jesus, prossigamos até à perfeição, abstendo-nos de
repetir muitos arrependimentos, porque então não passaremos de autores de obras
mortas".
E nesta mensagem, ora refletida, ele fecha a questão: “A
maioria dos nossos irmãos na Terra caminha para Deus, sob o ultimato das dores,
mas não aguardes pelo açoite de sombras, quando podes seguir, calmamente, pelas
estradas claras do amor”.
Então, que sigamos em frente, sem olhar muito para trás. O
passado, por si só, nos chama a atenção, sem que precisemos ficar focados nele.
Que Deus nos ajude.
Domício.
[1] Em O Evangelho Segundo o Espiritismo, temos dois capítulo que tratam da hospitalidade e
humildade, tendo como contexto a passagem de Lucas (14:7 à 14:14), que serviu
de contexto para esta mensagem de Emmanuel: Cap. XIII, itens 7 e 8 (Convidar os
pobres e os estropiados. Dar sem esperar retribuição), A. Kardec disserta sobre
esta passagem, que se refere à hospitalidade, a dar sem retribuição. E no Cap. VII,
Item 5 e 6, temos a dissertação de A. Kardec sobre a humildade.
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